ANIVERSARIANTES DO MÊS

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IRMÃO ENTRE O POVO DE DEUS

Quando os rapazes e as meninas do colégio perguntaram ao irmão que lecionava português, mas era o conselheiro de pelo menos um terço dos jovens do colégio, por que razão não era padre, já que tinha tudo para isso, ele respondeu:
- Algumas pessoas têm carisma e vocação de “pai” na Igreja. Outras sentem um chamado diferente. Eu quero ser “irmão”. Tenho tudo para ser padre, mas não tenho esta vocação. E aí é que está a diferença!

Nas estruturas da Igreja Católica, embora todos os cristãos se devam considerar irmãos em Cristo e, nele, irmãos de toda e qualquer pessoa, não importa a condição, a raça e o credo, há um grupo de homens a quem se dá o título de IRMÃOS. São cristãos que se comprometeram com Jesus Cristo e também apostaram nele, através de uma opção pela vida religiosa e dos votos de pobreza, castidade e obediência.

Há missões específicas na Igreja que requerem um tipo de serviço para o qual um sacerdote não seria a pessoa mais indicada, limitaria seu ministério sacerdotal. Lecionar e dirigir colégios é um exemplo disso. É claro que um padre pode fazer isso e fazê-lo muito bem, sobretudo se gosta do trabalho e sente que ali é pai e sacerdote tão bem quanto o seria numa paróquia. Mas, havendo cristãos consagrados que possam fazer isso liberando o padre para funções especificamente do sacerdote, é claro que ganha a Igreja e ganha o povo todo.

Houve tempo em que se via no irmão consagrado, pura e simplesmente, um ajudante do padre. Não aconteceu em todos os grupos religiosos, mas, infelizmente, foi o suficiente para que muitos jovens vissem nessa vocação uma espécie de caminho inferior de serviço na Igreja. Chegava-se a imaginar que “quem não desse conta dos estudos para padre” poderia realizar seu sonho sendo “irmão”, isto é, cuidaria da portaria, da cozinha, da manutenção, da sacristia e desempenharia outros ofícios humildes, enquanto o padre exerceria ofícios mais elevados. A intenção podia ser boa e para quem a entendesse seria até um motivo de alegria, mas nem sempre os jovens conseguiram ver que o IRMÃO é um RELIGIOSO  a serviço da Igreja; e que não se trata de um homem que foi ser irmão porque não tinha capacidade para ser padre.

Pode ter até acontecido e voltar a acontecer que moços humildes, que realmente não desejam estudar, e não sentem inclinação para determinados ministérios como o da palavra, da confissão ou outros exercidos pelo sacerdote, peçam o direito de ser religiosos e membros de uma determinada  ordem ou congregação religiosa, exercendo outras funções com as quais se realizam no serviço dos outros, mas não podemos cair neste simplismo de achar que quem é inteligente e tem talento deve ser padre; e que quem não tem muitos talentos, se quiser ser religiosos, deve ser irmão. A coisa não é bem assim.

O irmão religioso tem um carisma especial que precisa ser visto na sua dimensão eclesial. É um homem que, mesmo podendo ser padre, não o quis porque sua vocação era ser simplesmente irmão. Francisco de Assis, que fundou a ordem dos Irmãos Menores, os Franciscanos (OFM), era um irmão. Nunca se ordenou sacerdote. Sentiu que ser irmão era sua vocação. Mas na Ordem que fundou entraram homens brilhantes e ilustres, bem como homens simples e santos que quiseram ser SACERDOTES e não apenas “IRMÃOS”.

A Igreja de hoje cometeria um grave erro e, nela, comentem grave erro os que advogam isso, caso parasse de considerar como necessária a presença dos religiosos não sacerdotes no meio do povo. Houve tempo em que floresceu e vicejou na Igreja verdadeira multidão de homens que, pura e tão-somente, queriam ser “irmãos”. Não buscavam o sacerdócio ministerial, embora alguns tivessem esta possibilidade. Chegavam a milhares. E foram vistos, por muitos séculos até, mendigando para manter outros irmãos, cuidando dos pobres, servindo em hospitais, cuidando de igrejas, construindo, produzindo alimentos e dedicando-se à oração em mosteiros que chegavam a abrigar até centenas de monges. Houve mosteiros que ascendiam a quase mil, dos quais nem 3% eram sacerdotes. Os demais eram irmãos.

As necessidades da Igreja e as mudanças de perspectiva inverteram a situação. Quando os religiosos, que na sua maioria eram irmãos, foram sendo requisitados para ministérios sacerdotais, as comunidades religiosas passaram a ter mais padres do que irmãos. É  preciso considerar isto para entender que a vocação do irmão não vem de agora, nem é um apêndice à vocação do padre católico. É tão importante na estrutura da Igreja quanto é importante a vida religiosa dentro dela.
Costumo dizer aos moços que querem ser religiosos (alguns sabem a diferença...), que pensem também na idéia de ser irmãos. Se, de todo, o Senhor lhes inspirar que, além da vida religiosa, devem ser sacerdotes, que sejam sacerdotes e religiosos! Mas que não pensem que, para ser religioso, é preciso ser padre. A vida religiosa não existe apenas para os sacerdotes.

Se você achar um dia, que seu lugar é numa comunidade religiosa, mas não se decidiu ainda, seja pela idéia do sacerdócio ministerial, seja pela de simplesmente ser um religioso, irmão do povo, vivendo o carisma de irmão e não de pai espiritual na comunidade, procure um orientador e peça explicação. Sou de opinião que um maior número de irmãos a serviço de uma congregação ou diocese nas mais diversas missões, desde a educação até a administração, valorizaria e daria até mais força ministerial ao trabalho do padre. A verdade é que os padres precisam de irmãos para exercerem melhor seu ministério sacerdotal como religiosos.

Já viajei muito mundo afora e vi o quanto faz falta a presença de cristãos consagrados pelos votos, ao lado de sacerdotes. Muitíssimos colégios e hospitais, que hoje ocupam oito a dez padres, poderiam ocupar um apenas. Os demais ofícios caberiam aos irmãos. No Brasil, inúmeros trabalhos de coordenação, pastoral da juventude, catequese, manutenção, promoção vocacional, administração, secretaria, formação, que hoje ocupam muitos sacerdotes, poderiam ser exercidos por irmãos, liberando assim o padre para ministérios mais especificamente sacerdotais, à testa de uma paróquia ou diocese. E nenhum desses trabalhos mencionados é trabalho secundário. Ás vezes uma congregação religiosa ocupa dez padres numa casa porque não tem nove irmãos para colocar ali! Se os tivesse, liberaria os outros sacerdotes para aquelas paróquias que precisam de padres e passam meses sem ver um sequer!

Precisa-se de mais irmãos na Igreja. Se a sua vocação é ser irmão, e qualquer coisa lá dentro de você lhe diz que esse caminho o faria feliz, procure alguma congregação ou ordem que ainda tenha lugar para o religioso IRMÃO. A Igreja de amanhã lhe seria muito grata. A de hoje também...

Padre José Fernandes de Oliveira, scj (Zezinho)
Senhor que quere que eu faça?

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