ANIVERSARIANTES DO MÊS

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A CENTRALIDADE DA PALAVRA DE DEUS NA VIDA E MISSÃO DA FRATERNIDADE


1. A centralidade da Palavra de Deus na vida Cristã.
Os primeiros cristãos eram perseverantes no ensinamento dos apóstolos (At 2,42-47).
2.  A vida franciscana, como a vida consagrada em geral, deve por-se na escuta da Palavra. Em nosso mundo, existem palavras demais e pouco silêncio par que a Palavra possa ser ouvida com nitidez. Nosso coração precisa se voltar para a Palavra do Senhor, a fim de acolhê-la e obedecer-lhe, amá-la e vivê-la, procurá-la, guardá-la e anunciá-la. É graça olhar-nos no espelho da Palavra e, confiando nela, remarmos mar adentro (Lc 5,4-5) na barca da vida consagrada e da vida franciscana.
“Sendo servo de todos, também eu, “tenho por obrigação servir e ministrar a todos as odoríferas palavras de meu Senhor... as palavras do Espírito Santo, que são espírito e vida”  (2Fi, 2-3).
3. A centralidade da Palavra de Deus na vida franciscana. Somos filhos da Palavra. A Palavra de Deus como fonte na vida de Francisco.
Francisco descobre claramente sua vocação na escuta da Palavra, durante a missa na capela da Porciúncula. Depois de pedir a explicação do texto, após a missa, ao padre, Francisco exclama: é isto que eu quero... (1Cel 22). Foi a Palavra quem lhe mostrou o que deveria fazer. A partir desse momento Francisco bebe da fonte da Palavra de Deus para guiar a sua vida e a de seus companheiros e para expressar a vontade de Deus nos seus Escritos, nas suas Orações e nas Regras, Cartas e admoestações... Ele bebia constantemente da Palavra de Deus que a certa altura de sua vida nem precisava mais ler o texto sagrado: “Já aprendi tantas coisas na Bíblia que para mim é mais do que suficiente meditar e recordar. Não preciso de mais nada, filho, conheço o Cristo pobre e crucificado” (2Cel 105). A Palavra do Senhor é perfumada e Francisco, embriagado de sua fragrância.
4. O segredo de Francisco para penetrar os segredos da Palavra de Deus.
É de admirar que Francisco, sendo uma pessoa simples e sem instrução bíblica, tinha um profundo conhecimento da Palavra de Deus. Ele “penetrava nas realidades escondidas dos mistérios e o que era inacessível à ciência dos mestres, abria-se ao seu afeto cheio de amor” (2 Cel 102).
São Boaventura desvenda o segredo de Francisco: “não admira, pois, que o sano tenha recebido de Deus a compreensão das Escrituras, já que, pela perfeita imitação de Cristo ele trazia impressa em suas obras a verdade delas descrita e, pela plena unção do Espírito Santo, ele tinha junto de si, no coração, o doutro delas” (LM 11,4). “Francisco conhece esses segredos porque escuta a Palavra com coração pobre e disponível, como Maria (Lc 2, 19.51). sese conhece a Palavra na medida em que é posta em prática, Francisco a conhece não porque era um ouvinte surdo da Palavra, mas se apressa a vivê-la imediatamente”. Diz Francisco: “ É isto que eu desejo cumprir com todas as minhas forças” (Leg TC 25). O Espírito Santo e a prática da Palavra desvendam os segredos da Palavra de Deus. Na Palavra, Deus fala agora, hoje.
5. Outro segredo de Francisco para compreender sempre mais a Palavra de Deus é a meditação assídua daquilo que escutava. (imagem do atleta!). “Era tão fiel a essa prática que não podia deixar de escutar a Palavra nem nos dias de sua enfermidade. Prova-o especialmente o fato de ter mandado escrever um evangeliário (copiar a Bíblia toda era caro demais) para seu uso. Desse modo, a Palavra escrita na Antiga Aliança sobre a pedra (Ex 31, 18), gravava-se agora em seu coração (2Cel 102, graças também à memorização daquilo que escutava. Isso lhe permitia meditar e saborear constantemente a Palavra, mesmo sem ter o texto diante de si, e permitia que a Palavra germinasse e frutificasse diariamente em sua vida”.
6. A Palavra de Deus como ‘motor de arranque de sua caminhada espiritual’.
Francisco como os Santos Padres não lia simplesmente os textos escritos por mão humana, mas por Cristo vivo e Cristo lhe falava. Ao se encontrar com a Palavra, Francisco, não se encontrava com um texto a ser interpretado, mas com o próprio Cristo, que pede para ser escutado. “Para ele, escutar a Palavra não era ler um livro, mas acolher o próprio Cristo vivo, participar do Banquete da vida, no qual o próprio Cristo se faz alimento. Deus se fez homem, fez-se Eucaristia, fez-se Palavra. Por isso, Francisco nutria-se da Palavra como do Pão e do Vinho eucarísticos, e a Palavra oferecia-se a ele com a profundidade de Cristo: “Entremos amanhã bem cedo na Igreja – dirá a Bernardo – e, tomando o Evangelho, peçamos o conselho a Cristo” (2Cel 15). Essa verdade explica muitas coisas na vida de Francisco”.
7. Lembra Francisco, ainda: acolher a Palavra é acolher a vida, rejeitá-la é rejeitar a vida que se oferece a nós (1 cta Cl 1-3). É presença sensível e real e atual e vivificante de Cristo, como São o Pão e o Vinho eucarísticos: prolongamento da encarnação. Francisco viveu em clima de escuta atenta da Palavra e esta transformou sua vida. não estranha, pois, que nas últimas exortações aos irmãos “antepôs o santo Evangelho às demais instituições” (2Cel 216). Era o mais belo presente que recebera do Senhor e o melhor que poderia deixar a seus irmãos.
8.  Maria Santíssima é modelo de escuta e acolhida da Palavra. Francisco nos recorda: “Ouvi, Senhores filhos e irmãos meus, prestai atenção às minhas Palavras (At 2, 14). Inclinai o ouvido de vosso coração (Is 55, 3) e obedecei à voz do Filho de Deus” (Ord 52).
É belo escutar o que o Ministro Geral nos escreve: freqüentar a Palavra, aproximar-nos dela, rondá-la e cortejá-la, fazer-lhe silêncio, escutá-la familiarizar-se com ela, guardar como um tesouro no cofre da memória essa Palavra, que, em dado momento, fez arder nosso coração (Lc 24, 32), deixar-nos surpreender por ela, permitirá que nos movamos ao ritmo da música de Deus, como Francisco, e nossa vida recuperará juventude, o cansaço ficará para trás e nossa caminhada ao encontro de Cristo, dos homens e mulheres, nossos irmãos, será “em corrida rápida e com passo ligeiro” (2In12), sem deixar-nos “envolver pela amargura e o desânimo” (3In 11), e podemos “ir com mais segurança pelo caminho dos mandamentos do Senhor” (2In 15). Isto é ser guarda da Palavra e com ela se enfeitar. É deixar-nos fazer pela Palavra. Nós que prometemos observar o Evangelho, somos chamados a ser morada do Espírito Santo (Jo 14, 23).
É bonito este texto: sem a Palavra, guardada no coração e dada à luz na cotidianidade de nossa vida, morrerão o encanto e a canção de nossa existência, apagar-se-á a vida no olhar e no coração, ter-se-ão petrificado os sentimentos, secará o manancial da esperança. Sem a Palavra, haverá – ó desgraça – morte sem remédio!”.
9. Temos dificuldades para crer que somos desejados pelo Senhor, e que é ele quem busca nossa presença (Gn 3, 8-9). Abramos a porta à Palavra, deixemo-nos habitar por ela, e com ela entrará e habitará em nossa casa muita gente ferida por experiências de fracasso, de solidão, de fragilidade e de desamor. E então, eles próprios nos ajudarão, como experientes escribas, a traduzir, compreender, discernir, intuir e decodificar a Palavra que chega a nós escondida por trás dos gritos silenciosos da humanidade sofredora. Assim foi com Francisco que seguiu a Palavra do Senhor. Este o conduziu entre os leprosos.

PARA REFLETIR

  1. Ler e escutar o texto
  2. qual versículo (ou quais) você vive e são palavras odoríferas?
  3. diante de qual Palavra você exclamou e exclama: “é isto o que eu quero, desejo e busco fazer...”.

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Com certeza você já ouviu falar de nós. SOMOS OS FRANCISCANOS, os irmãos menores. Com estas três palavras quase que lhe dissemos tudo: somos seguidores de Jesus Cristo ao modo de São Francisco de Assis; procuramos ser irmãos de todos, homens e mulheres, crianças e adultos, plantas e animais; e, além disso, com humildade, alegria e com poucas coisas materiais. Outra coisa que lhe convém saber, é que nós, franciscanos, trabalhamos nas mais variadas áreas, conforme as competências e formação de cada um e as necessidades da Ordem, da Igreja e do povo de Deus no mundo. Procuramos ser peregrinos e forasteiros, pacíficos e humildes, e assim vamos pelo mundo sem nada de próprio, trabalhando com fidelidade e devoção, conforme nos exigem as realidades e necessidades do nosso tempo. Seguindo os passos de Cristo pobre, humilde e crucificado, que reuniu os discípulos em torno de si e lhes lavou os pés.

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