ANIVERSARIANTES DO MÊS

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V MARCHA FRANCISCANA 24/07 01/08/2010

Dizem que uma caminhada, por mais longa que seja se inicia com o primeiro passo. e que a caminhada se faz ao caminhar. Foi com este espírito que inciamos a V Marcha Franciscana com o tema "Justiça, Paz e Integridade da Criação" e com o Lema: "Senhor fazei-nos Instrumentos de vossa Paz", em Garça, São Paulo.
Poderíamos emprestar a frase da música do padre Zezinho, dizendo: QUANDO A MARCHA PASSAR; "Eu quero estar no meu lugar".


E foi assim que fez Dona Tereza, uma senhora aposentada que a mais de um ano não saia de casa por causa da depressão.
Ouviu pela televisão, assim disse ela, que "a Marcha iria passar às nove horas perto do lago".
Sacudiu a poeira, animou-se, levantou-se bem cedo para estar no seu lugar. Ficou preocupada, pois a Marcha atrasou um pouquinho. Lá chegamos cantando e pulando e no momento da reflexão ela nos presenteou com o seu testemunho. Pois há um ano não saía à rua. Mas aquele era o dia. Até parece que se repete a cena de Zaqueu ao subir na árvore para ver Jesus.
É preciso estar "no seu lugar, quando Jesus passar". Na vida perdemos grandes oportunidades por não estarmos no nosso lugar quando a graça de Deus passa. Tão atarefados com besteiras...

De Garça fomos à Márília, cidade onde a Palavra de Deus brilha! A chegada foi uma maravilha! Primeiro , partindo de Garça, que nos acolheu com imensa graça, fomos até Lácio, onde já nos esperavam com imenso agracio.
As palavras têm poder, nos marcam. Leiam estas: "Frei Miro, estou te entregando às chaves dos banheiros do salão, as mulheres tomarão banho nas casas. Abro a minha casa (casa paroquial), para os homens tomarem banho". Palavras de Frei Gilmar, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima... ou simplesmente "A Fátima", como os paroquianos na sua intimidade com Nossa Senhora lhe acarinharam chamar. Os marchadores só não pularam mais, pois já haviam caminhado 06km. Mas vendo o brilho no rosto de cada pessoa que nos esperava o cansaço desaparecia.
De Marília, rumamos a Olímpia, de onde tudo se pensou e de onde o coração da Marcha andou. Até uma flâmula o prefeito nos entregou. Trio Elétrico, povo que pulava com o Prefeito, Vereadores, Cavaleiros de Cristo a frente conduzindo nosso andar. O cansaço era grande, mas ao ver o rosto das pessoas mais uma vez o cansaço sumia. Abanos de mãos e sinais da cruz traçados sobre as cabeças por onde passamos.
Missa, jantar e até passeio de trenzinho tivemos. Foi em Olímpia que uma frase nos marcou ao sairmos do convento "São Boaventura". Vou reproduzi-la como recebemos numa lembrancinha. "Prezados irmãos e irmãs Marchadores: Paz e Bem! a missão é feita: com os pés dos que partem... Com os joelhos que rezam... E as mãos dos que ajudam (Comunidade São Benedito - Olímpia/SP)". Acrescento assim, com os pés que marcham, pois foi desta forma que a frase foi citada durante toda a caminhada. As mãos que rezam sempre foram muito importantes desde o início da história da Salvação, mãos erguidas sempre venciam lutas. E quando se cansavam, até varas serviam de escora para que a vitória prosseguisse.
De Olímpia, rumamos para Bebedouro, onde a Palavra de Deus vale Ouro!
No trevo o povo já nos esperava e cantava. A caminhada foi longa e com direito a uma íngreme subida na chegada, os pés não vacilaram. Mas a frase de ânimo era: "tem marchador cansado aí?!" A resposta era pronta e em coro: "Não!" Fizemos uma parada onde fomos recebidos pelo prefeito em frente da Prefeitura e ganhamos um "Tau" como sinal de nossa passagem por ali. A banda de um projeto social da prefeitura executou a oração de São Francisco. Mas na Paróquia o encontro com Cristo era nossa meta, por isso seguimos "caminhando e cantando" e encantando por onde passamos. De Bebedouro partimos para Taquaritinga, onde as bênçãos de Deus respingam. Missa, terço, caminhada, bênçãos... lá foi diferente, pois as que nos receberam foram as Irmãs Franciscanas da Penitência e o povo. O terço luminoso foi um momento especial na vida do povo e nosso. Dormimos numa creche, talvez para lembrar-se da presença do Menino Jesus de cada um de nós e do Cristo adulto que um dia é a nossa meta chegar. De manhã, mãos abanantes e sorriso nos lábios foram em direção a Ribeirão Preto. Na chegada, o inesperado, as necessidades fisiológicas se fazem presentes e duas senhoras evangélicas nos emprestam seus banheiros para que alguns pudessem resolver seus... vocês sabem o que quero dizer. Não preciso desenhar como diz Frei Miro.
Ao chegar à primeira comunidade, a Rainha e Padroeira do Brasil, Rainha dos Frades Menores, a mãe dos pequenos e excluídos lá estava com seu manto nos esperando para que nele tocássemos. Foi um gesto simples, porém marcante.
Ribeirão Preto, Frei Galvão, o primeiro Santo Brasileiro, franciscano, nos aguardava.
O gesto daquelas duas senhoras, que nem sabemos o nome, nos ensinou que: "Amamos diferente, pensamos diferente, oramos diferente, mas numa coisa somos iguais, amamos o mesmo Deus e o mesmo Pai (Padre Zezinho e Cantores de Deus)".
Lá fizemos uma avaliação. Marchadores, avaliação escrita e individual. E os frades e as irmãs também se reuniram e concluíram que a Marcha já se tornou algo tão visível na Evangelização da Custódia do Sagrado Coração de Jesus e desta região do Brasil, que não é possível parar, tirar do povo algo que já pertence a Deus.
De lá fomos para Serrana que não é paróquia franciscana. Em todos os lugares fomos muito bem acolhidos. Mas em Serrana, o que não foi O, foi A. Explico: Em Serrana, foi "A" chegada! "A" acolhida! "A" missa! "O" Padre! "O" Povo! "A" partida! Dizem que de lá a Palavra de Deus se emana.
No trevo nossos corações batiam e o do povo quase saltava do peito. O Padre César parecia uma criança com um brinquedo novo nas mãos. A queima de fogos, foi "A" queima de fogos na chegada na praça. Esperem, tem mais, o povo nas ruas cantando... na praça em frente da igreja, teve uma chuva de papel brilhoso e mais fogos, os marchadores ficaram tão encantados que até esqueceram de pular diante de algo tão belo. E olhem que o povo só teve duas semanas para preparar tudo isto.
"Chama Franciscana, Chama Franciscana". A coreografia encantou o padre e o povo. Também pudera quem eram os coreógrafos principais: os frades que pulavam como meninos...
De Serrana partimos para Franca, onde a Palavra de Deus tem entrada Franca.
Lá foi na missa, o ponto alto e mais marcante para todos os marchadores. Deus nos concedeu a graça de ficarmos invisíveis durante toda uma celebração eucarística. Isto foi providencial, marchador também experimenta a Cruz e beija o leproso, isto faz a marcha valer a pena.
A partilha daquela noite nos restaurou as forças e animou os joelhos vacilantes. E olha que já estavam em frangalhos de tanto pular.
A nossa meta era o Convento de Santa Maria dos Anjos. Saímos pela manhã, 08Km. Foi o percurso mais longo, porém, o menos cansativo, o último, que significa o primeiro. Pois a Marcha inicia no dia que termina.
O beijo no chão e a entrada na igreja nos colocaram em missão e nos devolveram a evangelização dos que não puderam estar presentes.
A Marcha nos ensinou a peregrinar, a viver com pouco, a partilhar. Uma capanga, uma caneca e três talheres, duas camisetas, um livro de cantos, uma garrafa de água era o nosso essencial. Ajudou-nos a perceber que às vezes levamos coisas demais, que nos atrapalham.
"Desamarrem as sandálias e descansem. Este chão é terra santa, irmãos meus! Venham, orem, comam, cantem. Venham todos, e renovem a esperança no Senhor".
Este refrão nos ensinou a acreditar que a paz é possível.
Foram dias de camas diferentes, sabores diferentes... Mas sempre tínhamos a certeza que havia alguém a nossa espera e que podíamos chegar e desamarrar as sandálias e refazer as forças.
A missa no Convento Santa Maria dos Anjos nos levou à missão.
A marcha também foi um tempo especial de graça para a Custódia do Sagrado Coração de Jesus e da Custódia das Sete Alegrias de Nossa Senhora.
Foi um tempo dos nossos aspirantes se conhecerem em vista da futura caminhada que terão a partir de outrubro de 2010.
Em todos os lugares fomos apresentados ao povo com uma frase que me marcou e nunca vou esquecer: "Os frades do Mato Grosso e seus aspirantes".
Realmente somos os frades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com seu jeito e seus costumes e crenças, que viemos conhecer os frades do Estado de São Paulo. Sua gente, seus anseios.
A partir deste marco tão importante seremos os frades... pois São Francisco pensou uma coisa tão divina que qualquer fraternidade do mundo é a sua fraternidade.
"Os frades do Mato Grosso e os Aspirantes", agradecem pela hospitalidade e acolhida da Custódia do Sagrado Coração de Jesus, na pessoa de seus frades que pensaram esta Marcha. Que Maria, Rainha da Ordem nos ajude a caminhar juntos.
Obrigado a Nossa Senhora da Fartura que nos acompanhou com muita fartura e a Nossa Senhora da Boa Viagem que nos concedeu ótimas viagens.
Foi assim que vi a V Marcha Franciscana. Cada um viu de uma forma e sentiu diferente.
Termino com a frase chave: "Tem Marchador cansado aí? Não!"

por: Frei Rinaldo Aparecido Santiago, ofm
Custódia das Sete Alegrias de Nossa Senhora

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