ANIVERSARIANTES DO MÊS

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Caminhos da Missão – Na Terra do Irmão Sol –

PARTE I
Continuando o nosso caminho missionário, vamos encontrando novas alegrias e desafios a partir do contato com novos povos e culturas. O cenário de nossa Experiência Missionária agora é o sertão do Ceará na cidade de Canindé, localizada 115 km da capital do Estado, Fortaleza, e é aqui que encontramos um dos maiores centros de romarias da América Latina, de manifestações de fé e devoção a São Francisco de Assis. Com a chegada dos Frades em 1758, na “cidade da fé”, desenvolveram um belíssimo trabalho de evangelização junto ao povo Nordestino.

É uma cidade cercada por serras, com 106 anos de emancipação política, com uma população por volta de 74.486 mil habitantes, onde a maior parte vive na área rural que é muito castigada pela seca forte neste período, que segundo as pessoas que conversamos dizem que “a seca está só começando, até o fim do ano vai piorar”. Aqui a temperatura é em média de máxima de 32 °C e mínima de 24 °C.

Os Frades da Província de Santo Antonio do Brasil estão presentes aqui na cidade há 80 anos e desenvolvem um trabalho muito bonito de acolhida dos devotos de São Francisco das Assis popularmente conhecido pelo povo nordestino de São Francisco das Chagas. Os Frades através dos trabalhos desenvolvidos no Santuário de São Francisco das Chagas de Canindé, prestam um grande trabalho para a população, tanto espiritual como também na parte social, através de creche, Hospital, Pastoral da Criança, Vicentinos e outras obras.
Chegamos aqui no dia 1º de agosto e fomos muito bem recebidos pelos confrades de nossa nova Fraternidade na pessoa de Frei Jean (Guardião), Frei Amilton (Pároco e Reitor), Frei Sérgio (Diácono), Frei José Domingos, Frei Adimar e Frei Joãozinho (os três últimos são vigários da Fraternidade); eles nos receberam com um belo jantar e hospedou-nos em nossos quartos. Frei Jean que é o Guardião da Fraternidade, vai estar responsável pelo nosso acompanhamento aqui em Canindé, e colocou-se a disposição para nos ajudar no que precisarmos.

No dia seguinte, participamos da Missa de Santa Maria dos Anjos na Basílica, seguida de uma bonita procissão pelas ruas da cidade com o painel de São Francisco, onde foi possível ver como é grande a fé e devoção deste povo que é muito sofrido e castigado pela seca. Como a nossa chegada aqui coincidiu com as “vésperas” do Congresso Clariano, Frei Jean nos pediu ajuda nos preparativos e acolhimento das pessoas iriam chegar para o evento.
Tivemos a oportunidade de participar do Congresso Clariano dos 800 anos do Carisma de Santa Clara de Assis. Em média participaram 1500 pessoas de vários lugares do Brasil. Encontramos muitos confrades e irmãs que há muito tempo não víamos, assim como também conhecemos muitos outros Irmãos e Irmãs apaixonados pelo Carisma Francisclariano.

Para nós participar deste Congresso foi de singular importância, pois tivemos a oportunidade de aprofundar a Espiritualidade a respeito de nossa querida Irmã Menor, Santa Clara de Assis, e contemplar, através dos seus olhos e com seu testemunho de Vida, luzes que iluminam a nossa Vida e Missão. Depois de terminado o Congresso, Frei Jean e Frei Marconi (ministro Provincial), sentaram conosco para definirmos o nosso estágio “Missionário e Fraterno” aqui em Canindé. Estaremos convivendo e fazendo parte desta Fraternidade do Convento Santo Antônio, convivendo com os confrades, participando das formações, visitando as Comunidades e Famílias, e acolhendo e tendo um maior contato com os Romeiros e Romarias de São Francisco das Chagas, que vem à Canindé para pagar suas promessas e receber as bênçãos.

Depois estaremos enviando as fotos... Um forte abraço, continue nos acompanhando nos próximos Capítulos e também rezem por nós!!! Estaremos rezando por você, junto com São Francisco das Chagas, pedindo a Deus bênçãos e graças na sua Vida.     

PARTE II

Na última vez em que partilhamos da nossa Experiência, falávamos sobre a nossa adaptação, os problemas com a seca do nordeste, falta de interesses políticos, da nossa participação em cursos e congresso em que participamos, enfim, da nossa alegria e satisfação por estarmos fazendo está Experiência Fraterna e Missionária.
Estamos chegando ao final de nosso estagio, e com isso, gostaríamos de partilhar com vocês algumas histórias, experiências de fé e devoção que presenciamos e vivenciamos neste período forte de Romaria no Santuário de Canindé-CE.
O Sol ainda castiga o sertão, mas desta vez gostaríamos de partilhar algo especial em que nós experimentamos e vivenciamos nestes últimos dias, no qual supera todas as dificuldades do calor, da seca e dos sofrimentos que este povo enfrenta no seu dia a dia. Estamos falando da fé e devoção deste povo.
Canindé é assim, todo o dia chegam pessoas dos mais variados lugares do Brasil, em especial da região Norte e Nordeste, embora sejam pessoas de lugares diferentes, trazem algo em comum: a Fé e a Devoção em São Francisco das Chagas. Uma fé e devoção tão forte e viva, que nos atira ao chão e nos deixa pequeninos diante de tão grandes testemunhos.
São pessoas simples, pobres, que lutam para ganharem o sustendo de cada dia e que economizam um pouco por mês para uma vez no ano virem até o Santuário pagar suas promessas e agradecerem as graças alcançadas. Em Canindé os romeiros vêm para agradecer: a compra da casa própria, o filho que deixou as drogas, a filha que deixou a prostituição, as curas de enfermidades no corpo e tantos outros problemas que afetam as famílias e a Sociedade.
Da mesma maneira eles vem ao Santuário atrás dos sacramentos da Eucaristia, Batismo, Matrimônio e principalmente do sacramento da Reconciliação; diariamente, de domingo á domingo, os frades sacerdotes estão nos confessionários, dás 6h00 às 10h30 e das 14h00 às 17h00, atendendo aos penitentes. Muitos vêm por devoção, querem se confessar com um frade, “na casa de São Francisco”, porém todos querem o perdão e a reconciliação com Deus; e não podemos deixar de dizer também que muitos que vem ao Santuário para se confessar dizendo que só se confessam em Canindé porque na sua cidade os padres não querem atender as suas confissões.
E algo ainda muito triste está na exploração que algumas pessoas fazem com a fé do povo: no período forte das romarias junto com milhares de devotos de são Francisco vem também alguns traficantes, ladrões e exploradores de crianças e deficientes para pedir esmolas nas ruas da cidade; isto chega a doer no coração.
No período dos Festejos de São Francisco, a cidade passa por uma metamorfose do dia para noite, é como se um novo ar tomasse conta da cidade, pairando um enorme mística em cada lugar. A ansiedade dos canindeenses se transforma em uma grande alegria, quando na Celebração de abertura da Festa ouvisse cantar o hino e é hasteada a bandeira de São Francisco. Muitos participam das Celebrações com as mortálias (uma veste representando o hábito de São Francisco), ou como alguma veste marrom.
Este ano o tema da Festa foi: São Francisco alívio na dor e no sofrimento. Durante o Novenário, foi sendo refletido este tema sob diversos aspectos da Vida do Santo das Chagas, sendo realizados na Praça dos Romeiros.
No período da Festa todo dia acontecia pela manha a Via Sacra, foram realizadas 95 Missas em todo período da Festa, sendo realizados Batizados no Complexo São Damião, tiveram as Confissões vindo padres e frades de diversos lugares do Brasil, e em algumas ocasiões a quantidade de penitentes para se confessar era tão grande que era necessário se fazer a Confissão Comunitária. No final da tarde, acontecia a Procissão com o Painel de São Francisco, até a Praça do Romeiro onde era realizada a Novena, e depois retornava até a Basílica para a Benção com a Relíquia de São Francisco.
Neste período passou em media por Canindé e participaram dos Festejos 2 milhões de pessoas. Nosso serviço era de acolhida aos Romeiros, ajudar nas Celebrações, Bênçãos de carros, motos, bicicletas, pessoas, objetos religiosos e de uso pessoal.
A Festa foi concluída com o arreamento da Bandeira, no dia 21 ao meio dia, com o sol “estralando”. Havia uma multidão de pessoas, na grande maioria canindeenses. Foi rezando o Angelus, cantamos algumas músicas Franciscanas e depois das palavras do pároco, houve a descida da bandeira.
Para nós, vivenciarmos este período de grande intensidade de Romarias foi muito importante, para conhecermos as diversas manifestações de Fé e Devoção de cada pessoa e o seu profundo amor ao Irmão Menor e Irmão de todo Irmão: São Francisco das Chagas de Canindé.

Você pode conhecer mais sobre o Santuário de São Francisco das Chagas, pelo site: http://www.santuariodecaninde.com/

Como também ver a Santa Missa, todos os Domingos, às 9h00, pela WebTV Paz e Bem: http://www.santuariodecaninde.com/comunicacao/web-tv-vivo/
  Você pode ver fotos e o que aconteceu no Congresso Clariano em:
http://www.franciscanos.org.br/?p=22039

Você pode conhecer mais sobre o Santuário de São Francisco das Chagas, pelo site:
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Como também ver a Santa Missa, todos os Domingos, às 9h00, pela WebTV Paz e Bem: http://www.santuariodecaninde.com/comunicacao/web-tv-vivo/

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Com certeza você já ouviu falar de nós. SOMOS OS FRANCISCANOS, os irmãos menores. Com estas três palavras quase que lhe dissemos tudo: somos seguidores de Jesus Cristo ao modo de São Francisco de Assis; procuramos ser irmãos de todos, homens e mulheres, crianças e adultos, plantas e animais; e, além disso, com humildade, alegria e com poucas coisas materiais. Outra coisa que lhe convém saber, é que nós, franciscanos, trabalhamos nas mais variadas áreas, conforme as competências e formação de cada um e as necessidades da Ordem, da Igreja e do povo de Deus no mundo. Procuramos ser peregrinos e forasteiros, pacíficos e humildes, e assim vamos pelo mundo sem nada de próprio, trabalhando com fidelidade e devoção, conforme nos exigem as realidades e necessidades do nosso tempo. Seguindo os passos de Cristo pobre, humilde e crucificado, que reuniu os discípulos em torno de si e lhes lavou os pés.

Nós, frades menores, vivemos em fraternidade, no serviço e no dom recíproco. Queremos continuar anunciando a mensagem de Paz e Bem ao mundo na simplicidade e união fraterna.

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